Acessibilidade no Mirante Ponte Estaiada

Foi realizada uma visita no inicio de abril (2011) ao Complexo Turístico Mirante Ponte Estaiada, local de grande visitação pública em Teresina-PI e iremos mostrar uma análise feita com base na NBR 9050, norma que promovem a acessibilidade. O Complexo foi inaugurado em fevereiro de 2011. Horário de Funcionamento: funciona de terça-feira à domingo, das 10h às 18h. .

Figura 01 – Complexo Turístico Ponte Estaiada

Passeios e Acesso

As calçadas e áreas de acesso ao local permitem uma boa locomoção, não apresentam obstrução ou interferência na faixa livre e nenhum obstáculo aéreo, diminuindo os riscos de eventuais acidentes com deficientes visuais. Com faixa livre superior a 1,20m, piso antiderrapante e contínuo, sem ressaltos ou depressões, a calçada possibilita a circulação com segurança e autonomia para todos. Porém não possui piso tátil direcional ou alguma guia de balizamento para que pessoas com deficiência visual possam identificar o percurso, lembrando que para auxiliar na identificação do percurso um mapa tátil aumenta a autonomia e mobilidade de deficientes visuais.

Infelizmente no vão principal, a calçada não está rebaixada para a travessia de pedestres, apesar da existência de semáforos de pedestre (não sonoro) não existe o rebaixamento impedindo o livre trânsito entre os lados da avenida Raul Lopes, via de grande tráfego e movimento e principal acesso de chegada ao complexo turísticos.

Figura 02. Traversia de Pedestre na av. Raul Lopes, acesso principal ao Mirante.

Rampas de Entrada

A largura das rampas atende ao fluxo de pessoas, sendo a principal com largura superior a 1,50 m e as rampas de acesso laterais, atendendo o mínimo admissível de 1,20 m. Porém não existe sinalização tátil de alerta, cromodiferenciada ao piso adjacente, devidamente afastada do início da rampa, também não existem guias de balizamento nas rampas, requisitadas quando não há paredes laterais, devendo ter altura mínima de 0,05 m e ser construídas na projeção dos corrimãos ou guarda-corpos. Os corrimãos instalados não estão conforme a NBR 9050, que deveriam ser locados em ambos os lados e nas suas extremidades ter acabamento recurvado, desenho contínuo, sem protuberâncias e prolongam-se pelo menos 30 cm antes do início e após o término da rampa, sem interferir com áreas de circulação, em duas alturas de 92 e 70 cm. O que pode-se constatar nas figuras 03 e 04.

Figura 03 e 04 – Rampas de acesso ao Mirante

Estacionamento

O estacionamento interno não possui vagas exclusivas para pessoas com deficiência. Pode-se observar também que não existe acesso para pessoas em cadeiras de rodas, entre o estacionamento interno e o acesso ao mirante. O pode ser observado nas figura 03 e 04.

figura 05 e 06. Vista do Estacionamento Interno

 Lanchonete

No local para lanches as mesas não possuem espaços para pessoas em cadeiras de rodas, comprometendo assim o uso do local com conforto, pois deveria ter um espaço livre possibilitando avançar sob as mesas ou superfícies até no máximo 0,50 m .

Figura 07 – Mesas da Lanchonete

 Playground

O local dispõe de um playground, sem nenhum tipo de acessibilidade, além de não possuir nenhum brinquedo acessível, também não possui acesso para pessoas em cadeiras de rodas ou com mobilidade reduzida.

Figura 08 – Playground do Complexo Turístico Ponte Estaiada

Mirante

O local dispõe de um mirante panorâmico com vista em 3600 para área urbana de Teresina. As alturas dos panos de vidro são adequadas e permite a visualização para todos, inclusive há uma imagem retratada com a marcação das principais edificações da cidade. Poderia também ter uma áudio-descrição para as pessoas com deficiência visual, e também um acompanhamento para pessoas com deficiência auditiva, pois nenhum guia sabia libras.

Figura 10 – Vista do Mirante com o detalhe da imagem com informações dos principais locais de Teresina

No espaço do mirante existem dois lavabos acessíveis (masculino e feminino), pode-se dizer que tiveram cuidado em seguir a norma e promover a acessibilidade, mas encontramos alguns problemas. No lavatório não existe barra de apoio e a torneira não é de alavanca, o que prejudica pessoas com dificuldade para empunhadura, o espelho não tem inclinação, que deveria ser de 10%, e o principal problema foi as alturas dos acessórios que estão inadequadas, como pode-se observar a descarga está muito acima do recomendado (1,00 metro)

Figura 11. Banheiros localizados no Mirante da Ponte Estaiada

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Vias publicas

Cena comum, nos centros de cidade, o passeio que deveria ser destinados para as pessoas, são tomados por carros estacionados, os próprios motoristas esquecem que ao sair do carro passam a ser pedestres e que precisam caminhar pela cidade, mas de que forma?

Vejam que qualquer pessoa teria dificuldades de trafegar pelo passeio, imaginem no caso de pessoas com mobilidade reduzida ou com alguma deficiência, dificilmente poderiam exercer seu direito constitucional de ir e vir.

Onde estão as autoridades?

Estacionar em calçadas e considerada uma infração grave (5 pontos na carteira + multa + remoção do veiculo), neste caso, o poder publico também deveria ser penalizado por descaso e não cumprimento da lei!

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janeiro 12, 2011 3 comentários

Agência do BB no campus da UFPI, Teresina-PI

Vejam o detalhe do piso tátil, para que mesmo que serve???

Pelo jeito apenas para cumprir as leis, pois a utilidade é nenhuma, colocar uma mesa para informações encima do piso tátil, com a desculpa que se chegar alguém a pessoa que esta na mesa vai ajudar, onde está a acessibilidade??? Essa é autonomia??

 

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“(Re)vitalização” de área urbana

O centro da cidade de Teresina-PI, passa por um processo de (re)vitalização, mas infelizmente, não foram analisadas rotas acessíveis, e pouco se pensou na acessibilidade de forma plena.

Um exemplo, na foto uma das calçadas (re)feitas. Será que esqueceram o que diz a norma: A inclinação transversal de calçadas, passeios e vias exclusivas de pedestres não deve ser superior a 3%.  Aqui encontra-se com 5%, assim já é rampa!!! Lembrando que falo no sentido TRANSVERSAL, assim mesmo as pessoas sem deficiência terão dificuldades para transitar por esse passeio.

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Mesmo tema, estacionamento!

Para variar, mais um exemplo da “Educação”  que infelizmente acontece com a maioria!

Lembrando a faixa amarela e necessária para a transferência e passagens das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Diferentemente do que acontece constantemente no estacionamento do Supermercado Pão de Açúcar que fica na Av. Dom Severino em Teresina-PI

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Educação???

Precisamos conscientizar ou educar não sei qual seria o termo, mas até quando iremos continuar vendo este tipo de desrespeito pelo próximo?

Esse estacionamento fica no Centro de vivência da Universidade Federal do Piauí

A vaga para pessoas com deficiência DEVE ser próximas as entradas  para facilitar o acesso de pessoas que estão com alguma deficiência física, e portanto NECESSITAM desprender menos esforço para vivenciar os espaços urbanos.  A faixa na qual esse “ser” colocou o seu carro serve para transferência e mobilidade, notem que existe uma rampa na frente do carro, e apesar da sinalização o “ser” além de estacionar em local proibido pela existência da faixa sinalizada, também é proibido pela existência da rampa.

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Até quando???

janeiro 5, 2010 1 comentário

Quando será que vão aprender a fazer o estacionamento de forma correta!

Aqui são tantos erros, ou melhor, nenhum acerto. E o pior de tudo é uma clínica com várias especialidades médicas. Fica na cidade de João Pessoa-PB.

Lembrando que a nbr-9050: a vaga de estacionamento para pessoas com deficiência deve contar com um espaço adicional de circulação com no mínimo 1,20 m de largura. Os pisos devem ter superfície regular, firme, estável e antiderrapante sob qualquer condição, que não provoque trepidação em dispositivos com rodas.

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